Polícia prende policiais suspeitos de agiotagem e uso de estrutura estatal para cobranças no Tocantins
Polícia Civil do Tocantins cumpre 13 mandados judiciais na Operação Nêmesis contra grupo suspeito de agiotagem em Guaraí. Dois policiais militares e um policial penal estão entre os alvos, acusados de usar armamento oficial e prestígio dos cargos para intimidar vítimas. Seis mandados de busca e apreensão e três de suspensão de funções públicas também foram executados.
Operação Nêmesis: detalhes da ação policial
A Polícia Civil do Tocantins deflagrou nesta sexta-feira (24) a Operação Nêmesis, que cumpre 13 mandados judiciais em Guaraí, no norte do estado. A ação visa desarticular um grupo suspeito de associação criminosa e agiotagem. Entre os alvos estão dois policiais militares e um policial penal, que, segundo investigações, utilizavam a estrutura do Estado e armamento oficial para intimidar vítimas durante cobranças de dívidas. O juiz de garantias Milton Lamenha expediu os mandados, incluindo seis de busca e apreensão e três de suspensão de funções públicas por 60 dias, além do recolhimento das armas dos agentes envolvidos.
Vítimas e métodos de intimidação
A Divisão Especializada de Investigações Criminais (DEIC) de Palmas conduziu as investigações, que revelaram que o grupo usava o prestígio dos cargos públicos para realizar cobranças em nome de um agiota local. Um empresário de 45 anos e sua mãe, de 65 anos, foram identificados como vítimas, sofrendo ameaças e intimidações para quitar empréstimos com juros abusivos ao longo de mais de dois anos. As vítimas relatam que os suspeitos utilizavam táticas de coerção para garantir o pagamento das dívidas.