Presidente de Cuba Defende Diálogo Bilateral e Nega Ameaça aos EUA
Miguel Díaz-Canel, presidente de Cuba, afirmou que a ilha não representa uma ameaça aos Estados Unidos e defendeu a retomada do diálogo bilateral com base no respeito à soberania. Em entrevista à revista Newsweek, ele destacou áreas potenciais para cooperação e criticou o bloqueio econômico imposto ao país.
Diálogo Bilateral e Cooperação
Em entrevista à revista Newsweek, o presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, declarou que a ilha não representa ameaça aos Estados Unidos e defendeu a retomada do diálogo bilateral. Segundo Díaz-Canel, é possível alcançar acordos entre os dois países, mesmo diante de tensões históricas e dificuldades políticas. Ele ressaltou que áreas como migração, segurança, meio ambiente, ciência e comércio poderiam ser objeto de cooperação mútua, desde que o diálogo ocorra em condições de igualdade e com respeito à soberania cubana. "Podemos dialogar porque, ao longo de todos os anos da Revolução, Cuba sempre se mostrou disposta a manter uma relação civilizada e cordial com os Estados Unidos, independentemente de nossas diferenças ideológicas", afirmou o líder cubano. No entanto, ele apontou obstáculos relevantes, como a desconfiança gerada por décadas de hostilidade e o histórico de descumprimento de acordos por parte dos Estados Unidos.
Crítica ao Bloqueio Econômico e Defesa da Soberania
Díaz-Canel também criticou o bloqueio econômico imposto a Cuba, classificando seus efeitos como "devastadores na vida das pessoas". Ele mencionou ainda a política de pressão intensificada, incluindo restrições energéticas. Ao ser questionado sobre a possibilidade de uma ação militar dos Estados Unidos, o presidente cubano afirmou que o país mantém uma postura de defesa. "Cuba não é um país em guerra. É um país de paz que promove a solidariedade e a cooperação. Mas Cuba não tem medo da guerra", declarou, reforçando que a ilha não representa ameaça ao território norte-americano.