Pesquisa revela impacto humano na saúde das lontras e alerta para necessidade de proteção ambiental
Estudo publicado na revista Estuarine Management and Technologies aponta queda na população de lontras na lagoa do Peri, em Florianópolis, devido a ações humanas como atropelamentos, tiros e redes de pesca. Pesquisadores destacam que 66% dos animais analisados são portadores do parasita Toxoplasma gondii, associado a gatos domésticos, e reforçam a importância da espécie como indicadora da saúde dos ecossistemas.
Impactos humanos e declínio populacional
O Projeto Lontra, conduzido pelo Instituto Ekko Brasil na lagoa do Peri, em Florianópolis, registrou uma percepção de queda na população de lontras da espécie Lontra longicaudis. As principais causas incluem atropelamentos por veículos e embarcações, mortes por tiros e aprisionamento em redes de pesca. Segundo o oceanógrafo Oldemar Carvalho Junior, fundador do projeto, a união entre ciência, tecnologia e relações sociais é essencial para mitigar esses impactos e preservar o ecossistema. A bióloga Alessandra Bez Birolo, gerente de projetos do instituto, reforça que as lontras são 'mensageiras da saúde do ecossistema', circulando por ambientes estuarinos em toda a ilha de Florianópolis.
Parasitas e doenças associadas
Um estudo publicado na revista Estuarine Management and Technologies revelou que 66% das lontras analisadas na lagoa do Peri são portadoras do parasita Toxoplasma gondii, causador da toxoplasmose. A presença do parasita está associada a gatos domésticos, indicando contaminação ambiental por fezes desses animais. Alessandra Bez Birolo destacou que a situação reflete a degradação dos habitats naturais e a necessidade de monitoramento contínuo para proteger a espécie e os ecossistemas onde vivem.