Goldman Sachs alerta para desaceleração no consumo dos americanos no segundo semestre de 2026
O banco Goldman Sachs projeta que o crescimento dos gastos reais dos consumidores possa cair para até 1% no segundo semestre de 2026. O recuo é atribuído ao fim dos efeitos das restituições de impostos e à pressão contínua dos preços elevados do petróleo.
Projeções de mercado e indicadores
O Goldman Sachs estima que o crescimento dos gastos reais dos consumidores possa cair para cerca de 1% no segundo semestre de 2026, comparado ao crescimento de 2,5% registrado em junho pelo Bureau of Economic Analysis. Caso o índice de gastos de consumo pessoal (PCE) caia para 1%, marcará o ritmo mais lento desde o início de 2021. As vendas no varejo em julho registraram queda de 0,6%, abaixo da expectativa de alta de 0,1%.
Fatores de pressão econômica
Especialistas do banco apontam que o fim do impacto positivo das restituições de impostos da primavera e o aumento dos preços de energia são fatores determinantes. O petróleo Brent, benchmark internacional, atingiu US$ 89 por barril, um aumento de aproximadamente 22% em relação aos níveis anteriores ao início da guerra do Irã. Uma pesquisa da Primerica em junho indicou que 71% dos americanos de classe média afirmaram que sua renda não acompanha o custo de vida, e 46% reduziram gastos cotidianos.