Zema e Gilmar Mendes protagonizam bate-boca público com acusações de golpismo e homofobia
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, e o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, trocam acusações públicas em meio a uma escalada de tensões políticas. Zema, pré-candidato à Presidência, intensificou ataques ao STF, enquanto Mendes reagiu com críticas que incluem preconceito social e homofobia. O conflito envolve acusações graves, como a imputação de crimes a Gilmar Mendes por meio de um vídeo satirizando o escândalo do Banco Master.
Contexto do conflito
Romeu Zema, do Partido Novo, renunciou ao governo de Minas Gerais para iniciar sua pré-campanha presidencial e adotou um discurso anti-STF para atrair o eleitorado bolsonarista. Desde então, seus ataques ao Supremo têm se intensificado, incluindo a defesa da prisão de ministros da corte. Zema compartilhou um vídeo satirizando Gilmar Mendes e Dias Toffoli, no qual os fantoches discutem o escândalo do Banco Master, sugerindo um acordo ilícito entre os ministros. O vídeo imputa a Gilmar Mendes a prática de crime grave, levando-o a apresentar uma notícia-crime contra Zema ao ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito das Fake News.
Reações e desdobramentos
Gilmar Mendes não se limitou a uma resposta institucional e rebateu as acusações de Zema com críticas que incluem preconceito social e homofobia. O ministro do STF destacou que os ataques de Zema ultrapassaram os limites da razoabilidade, configurando um discurso golpista. A troca de farpas entre os dois reflete uma polarização crescente, com Zema adotando uma estratégia de confronto direto com o Judiciário como parte de sua campanha eleitoral.