Mais de mil artistas boicotam Eurovision 2026 por participação de Israel e acusam emissora de cumplicidade em genocídio
O Festival Eurovision da Canção enfrenta o maior boicote de sua história após mais de mil artistas assinarem manifesto pedindo a exclusão de Israel da competição. A emissora israelense KAN é acusada de cumplicidade em crimes contra a humanidade, ocupação ilegal e genocídio na Faixa de Gaza e Cisjordânia. Países como Espanha, Irlanda, Islândia, Holanda e Eslovênia já anunciaram retirada do evento.
Boicote histórico e acusações contra Israel
O movimento 'Sem Música para o Genocídio' reuniu mais de mil assinaturas de artistas globais, incluindo Roger Waters, Massive Attack e Macklemore, em um manifesto que pede o boicote ao Eurovision 2026. A iniciativa denuncia a participação da emissora israelense KAN, classificada como cúmplice de crimes contra a humanidade, ocupação ilegal e genocídio na Faixa de Gaza e Cisjordânia. O texto destaca que Israel violou o cessar-fogo de outubro de 2025 milhares de vezes, mantendo bombardeios em Gaza e ocupação de terras palestinas.
Retiradas de países e impacto cultural
Emissoras da Espanha, Irlanda, Islândia, Holanda e Eslovênia anunciaram sua retirada da competição, citando a guerra em Gaza como motivo. Os organizadores do boicote alertam que o Eurovision, com audiência superior ao Grammy, está sendo usado pelo governo israelense para encobrir massacres na Palestina, Líbano e Irã, que resultaram em milhares de mortes e deslocamento de milhões. A campanha utiliza o personagem Handala, símbolo da resistência palestina, e reforça que a música não deve ser usada para normalizar líderes acusados de crimes de guerra.