Irã reforça controle sobre Estreito de Ormuz e libera passagem de navios chineses sob novas regras
O governo iraniano anunciou um novo protocolo para a navegação comercial no Estreito de Ormuz, exigindo que embarcações de países 'não hostis' forneçam informações detalhadas e aguardem autorização prévia para atravessar a região. Navios dos EUA e Israel permanecem proibidos. Embarcações chinesas já foram liberadas sob o novo sistema, destacando a parceria estratégica entre Teerã e Pequim.
Novo protocolo de navegação no Estreito de Ormuz
O Irã estabeleceu um novo sistema de controle para a navegação comercial no Estreito de Ormuz, um dos corredores marítimos mais estratégicos do mundo. Segundo declarações do ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, durante reunião de chanceleres do BRICS em Nova Délhi, embarcações de países considerados 'não hostis' poderão continuar utilizando a passagem, mas deverão cooperar previamente com as forças navais iranianas. O protocolo exige o envio antecipado de informações detalhadas sobre a carga, propriedade da embarcação, destino, rota planejada e cronograma de travessia à 'Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico' (PGSA), criada por Teerã para supervisionar o tráfego na região. Após o envio dos dados, as embarcações deverão aguardar autorização formal para realizar a travessia.
Restrições a EUA e Israel e liberação de navios chineses
Navios dos Estados Unidos e de Israel continuam proibidos de utilizar o Estreito de Ormuz sob as novas regras. Em contrapartida, embarcações chinesas já foram liberadas para atravessar o corredor marítimo, conforme anunciado pela agência Fars. A liberação ocorreu após um acordo baseado nas 'relações profundas' e na 'parceria estratégica' entre Irã e China. Segundo a emissora estatal iraniana IRIB, cerca de 30 embarcações já atravessaram o estreito desde a implementação do novo protocolo.