Crise no transporte coletivo paralisa frota de ônibus em Rio Branco e deixa terminal urbano vazio
Motoristas da Empresa Ricco Transportes e Turismo paralisaram totalmente a circulação de ônibus em Rio Branco nesta quarta-feira (22), cobrando pagamento de salários e benefícios atrasados. A empresa alega operar com prejuízos financeiros, atribuindo a crise à defasagem tarifária, aumento de custos operacionais e falta de repasses integrais da prefeitura, especialmente para gratuidades e meia-passagem estudantil. Mais de 490 mil passageiros foram afetados apenas em abril.
Causas da paralisação
A paralisação dos ônibus em Rio Branco ocorre em meio a uma crise financeira declarada pela Empresa Ricco Transportes e Turismo, responsável pela operação emergencial do sistema de transporte coletivo na capital. Segundo documento obtido pelo G1, a empresa opera com déficit mensal, acumulando prejuízos que impedem o pagamento de salários e despesas essenciais. Entre os dias 1º e 20 de abril, a Ricco arrecadou cerca de R$ 2,8 milhões, enquanto as despesas chegaram a R$ 2,9 milhões, resultando em um saldo negativo de R$ 64 mil. Os principais custos incluem combustível (R$ 1,15 milhão), peças e manutenção (R$ 481 mil), além de encargos trabalhistas e impostos.
Impacto nos passageiros
A suspensão do serviço de transporte coletivo afetou diretamente mais de 490 mil passageiros que utilizaram o sistema entre os dias 1º e 17 de abril. Com a paralisação total, o Terminal Urbano amanheceu vazio nesta quarta-feira (22), e muitos usuários precisaram recorrer a alternativas particulares para se deslocar. A empresa atribui parte da crise à defasagem tarifária, sem reajuste desde 2022, e à ausência de repasses integrais por parte da prefeitura, especialmente para cobrir gratuidades e meia-passagem estudantil.
Histórico da crise
A Empresa Ricco Transportes e Turismo opera o sistema de transporte coletivo de Rio Branco em regime emergencial há mais de quatro anos. Em 2025, a empresa alegou ter acumulado prejuízos de R$ 8 milhões. A situação se agravou com questionamentos ao edital de licitação, que teria critérios considerados desfavoráveis pela empresa. A falta de repasses públicos e o aumento dos custos operacionais foram apontados como fatores decisivos para a crise atual.