Transtorno disfórico pré-menstrual afeta milhões de mulheres com sintomas graves e risco de suicídio
O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) atinge entre 2% e 5% das mulheres em idade reprodutiva, causando sintomas psicológicos severos como depressão, ansiedade e pensamentos suicidas. Diferente da TPM, o TDPM pode levar a crises incapacitantes durante a fase lútea do ciclo menstrual, com alívio apenas após a menstruação. Estima-se que 115 milhões de mulheres no mundo sofram com a condição, que muitas vezes é subdiagnosticada ou confundida com outros transtornos mentais.
Sintomas e impacto do TDPM
O transtorno disfórico pré-menstrual (TDPM) é caracterizado por sintomas psicológicos graves que surgem uma ou duas semanas antes da menstruação, durante a fase lútea do ciclo menstrual. Entre os sintomas mais comuns estão depressão intensa, ansiedade, irritabilidade extrema, fadiga, dores de cabeça e articulares, além de pensamentos suicidas. Diferente da síndrome pré-menstrual (TPM), que pode causar desconfortos leves a moderados, o TDPM é debilitante e interfere significativamente na qualidade de vida das mulheres afetadas. Segundo a Associação Internacional para Distúrbios Pré-Menstruais (IAPMD), cerca de 115 milhões de mulheres em todo o mundo sofrem com o transtorno, o que representa entre 2% e 5% das mulheres em idade reprodutiva.
Diagnóstico e desafios
O diagnóstico do TDPM é complexo e muitas vezes demorado, pois os sintomas podem ser confundidos com outros transtornos mentais, como depressão ou ansiedade generalizada. Para ser diagnosticada com TDPM, a mulher deve apresentar pelo menos cinco sintomas relacionados ao humor, como tristeza profunda, desesperança, tensão ou irritabilidade, além de sintomas físicos como fadiga ou dores. Os sintomas devem ocorrer consistentemente durante a fase lútea e desaparecer após o início da menstruação. Annika Waheed, de 42 anos, relata que sofre com o transtorno há mais de oito anos e que, durante as crises, os pensamentos suicidas se tornam avassaladores. 'Como meus hormônios podem fazer isso comigo?', questiona ela, destacando a dificuldade de lidar com a condição sem tratamento adequado.