Lula afirma que esquerda deve usar verde e amarelo na Copa para evitar apropriação por grupos políticos
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que a esquerda brasileira precisa adotar as cores verde e amarelo durante a Copa do Mundo de 2026 para evitar que sejam associadas exclusivamente a grupos políticos de direita. A fala ocorreu durante evento no Rio de Janeiro, onde Lula criticou a apropriação simbólica das cores nacionais por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. O presidente também mencionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro após encontro com autoridades dos EUA para classificar PCC e CV como organizações terroristas.
Contexto político e simbólico
Durante o lançamento da plataforma Tela Brasil, no Rio de Janeiro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva destacou a necessidade de a esquerda brasileira reapropriar-se das cores verde e amarelo, tradicionalmente associadas à seleção brasileira, mas amplamente utilizadas por apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro nos últimos anos. Lula afirmou que 'a esquerda vai ter que aprender a fazer: a gente vai ter que, nessa Copa do Mundo, andar de verde e amarelo para não deixar que as cores do Brasil sejam tomadas por nenhum fascista'. A declaração reforça um discurso recorrente do presidente, que desde 2022 defende que as cores da bandeira e da camisa da seleção pertencem a todos os brasileiros, independentemente de filiação política.
Críticas a Flávio Bolsonaro e relação com os EUA
A fala de Lula ocorre em um contexto de tensões políticas envolvendo o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência em 2026. Flávio esteve recentemente nos Estados Unidos, onde defendeu junto ao governo americano a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A medida foi anunciada pelos EUA um dia após o encontro entre Flávio e o presidente Donald Trump. Lula criticou a iniciativa, acusando opositores de atuarem contra os interesses do Brasil. No mesmo evento, o presidente também ironizou brasileiros que preferem visitar outros países, como os EUA, em vez de conhecer melhor o próprio território nacional.