Julho de 2026 é registrado como um dos meses mais quentes da história
Dados da NOAA indicam que julho de 2026 empatou com julho de 2024 como o mês mais quente já registrado desde 1850. O registro inclui recordes na temperatura da superfície dos oceanos e temperaturas extremas nos Estados Unidos.
Recordes de temperatura e oceanos
Segundo a NOAA, julho de 2026 e julho de 2024 são os meses mais quentes registrados desde o início das medições em 1850. A temperatura da superfície dos mares atingiu o nível mais alto já registrado para um mês de julho, enquanto as áreas terrestres ficaram em terceiro lugar entre as mais elevadas. No final do mês, a temperatura diária da superfície do mar entre 60 graus de latitude sul e 60 graus de latitude norte chegou a 21,05 °C, aproximando-se do recorde absoluto de março de 2024.
Impactos regionais e extremos climáticos
América do Norte, África e Ásia registraram seus respectivos julhos mais quentes em suas séries históricas. Nos Estados Unidos, o mês foi o mais quente de toda a história das medições, superando o recorde de 1936. No Hemisfério Norte, a temperatura máxima foi de 52,7 °C no Irã, enquanto no Hemisfério Sul, a máxima foi de 41,6 °C na Argentina. O gelo marinho do Ártico registrou a sexta menor marca em 48 anos.
Projeções e consequências econômicas
A NOAA estima 99,9% de probabilidade de 2026 terminar entre os quatro anos mais quentes da história. O setor de seguros registrou 29 desastres meteorológicos com perdas superiores a US$ 1 bilhão cada um no primeiro semestre de 2026, totalizando US$ 104 bilhões em prejuízos globais. O fenômeno El Niño, com 95% de chance de ser mais forte que o normal, continua ativo e influencia as projeções de temperatura e atividade de furacões.