STF determina extradição de Carla Zambelli da Itália após condenação por falsidade ideológica e invasão de dispositivos
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que os Ministérios da Justiça e das Relações Exteriores adotem providências para extraditar a ex-deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) da Itália. Zambelli foi condenada a 10 anos de reclusão por falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático, além de 5 anos e 3 meses por perseguição armada.
Contexto da condenação e fuga
Carla Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do STF a 10 anos de reclusão em regime inicial fechado, além do pagamento de 200 dias-multa, pelos crimes de falsidade ideológica e invasão de dispositivo informático. A ex-deputada também recebeu pena de 5 anos e 3 meses por perseguir, armada, um homem em São Paulo em outro processo. Após a condenação, as defesas de Zambelli e do hacker Walter Delgatti Neto apresentaram recursos, rejeitados por unanimidade pela Primeira Turma do STF em junho de 2025. O tribunal considerou os embargos protelatórios e certificou o trânsito em julgado da decisão.
Processo de extradição
Com a constatação de que Zambelli havia fugido para a Itália, o ministro Alexandre de Moraes acionou o Ministério da Justiça para formalizar o pedido de extradição, amparado por tratado bilateral entre Brasil e Itália. Em 29 de julho de 2025, Zambelli foi presa em Roma pela Interpol italiana para garantir sua extradição. Durante o processo na Europa, a Justiça italiana solicitou esclarecimentos e garantias formais ao governo brasileiro sobre as condições da condenação.