Reino Unido prende oito suspeitos por incêndios criminosos e plano de ataque a local ligado à comunidade judaica
A polícia antiterrorismo britânica prendeu oito pessoas em investigação sobre uma série de incêndios criminosos em Londres, incluindo um plano que teria como alvo um local associado à comunidade judaica. Sete das prisões ocorreram nas últimas 48 horas, em meio a um aumento de ameaças desde o início da guerra entre Israel e Gaza em outubro de 2023. Autoridades alertam para tentativas do Irã de usar intermediários em atividades hostis no país.
Contexto e prisões recentes
A polícia antiterrorismo do Reino Unido informou nesta terça-feira (21) a prisão de oito pessoas em operações relacionadas a incêndios criminosos em Londres. Entre os alvos investigados está um plano para atacar um local ligado à comunidade judaica. Sete das detenções ocorreram nas últimas 48 horas, conforme comunicado oficial. As prisões acontecem em um contexto de aumento de ameaças e atividades criminosas contra a comunidade judaica desde o início da guerra entre Israel e Gaza, em outubro de 2023. Autoridades de segurança britânicas alertaram que o Irã tem tentado usar intermediários para realizar atividades hostis no país, embora não tenham vinculado diretamente o grupo pró-Irã *Harakat Ashab al-Yamin al-Islamiyya* — que reivindicou alguns ataques — às prisões recentes.
Detalhes das operações e histórico de ataques
Nas operações mais recentes, três homens, com idades de 24, 25 e 26 anos, foram presos em Harpenden, ao norte de Londres, na noite de domingo (19) e liberados sob fiança. Na segunda-feira (20), um homem de 25 anos foi detido em Stevenage, também no norte da cidade. Outros três suspeitos — um homem de 26 anos e duas mulheres, de 50 e 59 anos — foram presos em um veículo próximo a Birmingham e levados para uma delegacia em Londres, onde permaneciam sob custódia até a publicação do informe. Na manhã de terça-feira (21), agentes prenderam um homem de 39 anos no oeste de Londres com base na *Lei de Terrorismo de 2000* do Reino Unido. As investigações continuam em andamento, sem confirmação de ligação direta entre os detidos e grupos específicos.