Hezbollah descarta entrega de armas em negociações com Israel e promete transformar campo de batalha em 'inferno'
O líder do Hezbollah, Naim Qassem, afirmou que o arsenal do grupo xiita não está em discussão nas negociações de paz mediadas pelos EUA entre Israel e Líbano. Qassem reforçou que o Hezbollah não abandonará o combate e exigiu cinco condições para cooperação, incluindo retirada israelense, libertação de prisioneiros e reconstrução do sul do Líbano.
Condições para cooperação
Em discurso transmitido nacionalmente nesta terça-feira (12/05), Naim Qassem detalhou cinco exigências do Hezbollah para qualquer cooperação com o governo libanês: 1) Fim definitivo da agressão israelense; 2) Retirada completa das forças de Israel dos territórios ocupados; 3) Libertação de cidadãos libaneses presos em Israel; 4) Retorno das famílias deslocadas ao sul do Líbano; 5) Reconstrução das áreas destruídas pelos ataques. Qassem enfatizou que a soberania libanesa deve ser garantida antes de qualquer acordo interno sobre segurança nacional.
Posição sobre as negociações
O Hezbollah, embora não participe diretamente das negociações entre Israel e Líbano, rejeitou a demanda israelense pela entrega de suas armas. Qassem declarou que 'ninguém fora do Líbano tem influência sobre as armas ou a resistência' e prometeu intensificar os combates, afirmando que o grupo 'transformará o campo de batalha em um inferno para Israel'. A mediação dos EUA busca um acordo permanente, mas a posição do Hezbollah adiciona complexidade às discussões.