Governador interino do Rio de Janeiro troca comando da Secretaria de Polícia Penal e nomeia Alessandra Odawara
O governador interino do Rio de Janeiro, Ricardo Couto, anunciou a troca no comando da Secretaria de Polícia Penal (Seppen), substituindo Maria Rosa Lo Duca Nebel por Alessandra Rosa Odawara. A mudança ocorre em meio a desafios como superlotação e reorganização administrativa do sistema penitenciário. Maria Rosa deixa o cargo após episódios controversos, incluindo fugas de presos e críticas a projetos como o 'Cultura Maker'.
Mudança no comando da Seppen
O governador interino do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, anunciou nesta segunda-feira (25) a substituição no comando da Secretaria de Polícia Penal (Seppen), antiga Secretaria de Administração Penitenciária (Seap). Alessandra Rosa Odawara, policial penal de carreira com 17 anos de experiência, assume o cargo no lugar de Maria Rosa Lo Duca Nebel, que estava à frente da pasta desde abril de 2022. A nomeação foi publicada no Diário Oficial do estado e integra uma série de alterações no primeiro escalão promovidas por Couto desde que assumiu o governo em março de 2026.
Desafios da nova gestão
Alessandra Odawara assume a Seppen em um contexto crítico para o sistema penitenciário fluminense. Entre os principais desafios estão a superlotação das unidades prisionais, o déficit de vagas e a necessidade de reorganização administrativa. A nova secretária terá que lidar com questões estruturais e operacionais que impactam diretamente a segurança e a gestão das prisões no estado.
Gestão de Maria Rosa e controvérsias
Maria Rosa Lo Duca Nebel deixa o cargo após uma gestão marcada por episódios polêmicos. Em janeiro de 2023, três presos de alta periculosidade fugiram do Complexo de Bangu após serrar grades e usar uma corda improvisada, em um momento em que câmeras de segurança estavam desligadas. O caso gerou repercussão nacional e levantou questionamentos sobre a segurança das unidades prisionais. Além disso, sua gestão enfrentou críticas por projetos como o 'Cultura Maker', que previa o envio de equipamentos como TVs 4K, óculos de realidade virtual e computadores para escolas dentro do sistema prisional, como parte de uma iniciativa de modernização educacional.