Preços de celulares, TVs e notebooks podem subir até 30% no Brasil em 2026
A Abinee (Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica) alerta para aumentos de até 30% nos preços de eletrônicos como celulares, TVs e notebooks devido à alta nos custos de componentes e matérias-primas. A crise é considerada mais grave que a da pandemia, com escassez de semicondutores e alta demanda por data centers de IA.
Causas do aumento
Segundo a Abinee, 47% das empresas do setor eletroeletrônico já enfrentam alta nos custos de componentes e matérias-primas, o maior nível em 20 meses. O principal fator é o reajuste nos preços das memórias, essenciais para eletrônicos, com fornecedores renegociando contratos com aumentos de até 100% na cadeia produtiva. Além disso, materiais como cobre e alumínio também registraram alta.
Impacto da inteligência artificial
A demanda por data centers para IA tem pressionado a produção de semicondutores, que não consegue acompanhar o ritmo. Humberto Barbato, presidente da Abinee, destacou que a situação é mais crítica que durante a pandemia, quando a escassez era causada por problemas logísticos. Agora, a limitação está na capacidade de produção das fábricas, que é cara e complexa.
Produtos afetados
Os aumentos devem impactar diretamente celulares, notebooks e TVs, com possibilidade de alta de até 30% nos preços finais. Alguns itens já começam a ficar mais difíceis de encontrar no mercado, refletindo a escassez de componentes.