Nuvem funil é registrada em zona rural de Itaberaí, Goiás, e gera dúvidas sobre formação de tornados
Moradores da zona rural de Itaberaí, em Goiás, registraram em vídeo uma nuvem funil na tarde de sexta-feira (17). O fenômeno, associado a nuvens de grande desenvolvimento vertical, gerou comparações com tornados, mas especialistas esclarecem que não houve contato com o solo. Meteorologista explica que a formação ocorre devido a calor intenso, umidade e variações de pressão atmosférica.
Formação e características do fenômeno
A nuvem funil foi registrada na zona rural de Itaberaí e chamou a atenção por seu formato semelhante ao de um tornado. Segundo André Amorim, gerente do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo), o fenômeno está associado a nuvens de tempestade com grande desenvolvimento vertical. "É como se fosse um redemoinho que a gente vê no chão, mas pendurado na nuvem", explicou. A formação ocorre devido à combinação de calor intenso, umidade e variações rápidas de pressão atmosférica, que provocam movimento giratório na base da nuvem. "Quando há uma queda mais acentuada da pressão e a tempestade se desenvolve, pode surgir esse movimento em espiral", detalhou Amorim.
Diferença entre nuvem funil e tornado
Apesar da semelhança visual, a nuvem funil não é classificada como tornado. "O tornado começa como uma nuvem funil. Só passa a ser considerado tornado quando toca o chão", afirmou o meteorologista. Em Goiás e no Brasil, esse tipo de fenômeno raramente evolui para algo mais intenso, ao contrário do que ocorre em países como os Estados Unidos. Segundo Amorim, a nuvem funil costuma se dissipar ainda no céu, sem causar danos ou prejuízos.