Nova taxação sobre imóveis de luxo em Nova York gera polêmica entre bilionários e autoridades
Aprovada nesta quarta-feira (28), a nova taxação sobre imóveis de alto valor em Nova York, proposta pelo prefeito Zohran Mamdani e pela governadora Kathy Hochul, impõe sobretaxas progressivas para residências secundárias avaliadas em milhões de dólares. A medida, que visa aumentar a arrecadação da cidade, já divide opiniões entre bilionários e investidores, com reações que vão de apoio a ameaças de retaliação econômica.
Detalhes da nova taxação e reações do mercado imobiliário
A nova legislação estabelece uma sobretaxa de 0,8% para imóveis avaliados entre US$ 5 milhões e US$ 15 milhões, 1,05% para aqueles entre US$ 15 milhões e US$ 25 milhões, e 1,3% para propriedades acima de US$ 25 milhões. Nos primeiros dois anos, a cobrança será baseada em valores avaliados pelo Departamento de Finanças da cidade, com ajustes previstos após a implementação de um novo sistema de valoração. A medida foi elogiada por figuras como Jeff Bezos, que a classificou como uma 'boa iniciativa para Nova York', mas enfrentou resistência de investidores como Bill Ackman, Jason Calacanis e o ex-presidente Donald Trump. Ken Griffin, CEO da Citadel, criticou duramente a proposta, chamando-a de 'assustadora e estranha' e sugerindo que a empresa poderia reconsiderar seus planos de expandir escritórios na cidade.
Ken Griffin e seu portfólio imobiliário bilionário
Ken Griffin, cuja fortuna é estimada em mais de US$ 38 bilhões, possui um portfólio imobiliário avaliado em mais de US$ 1 bilhão, incluindo a cobertura de US$ 238 milhões no Central Park Tower, considerada a mais cara dos Estados Unidos. Embora Griffin tenha criticado a taxação, afirmando que 'Nova York não acolhe o sucesso', a propriedade em questão não é sua residência principal, já que o bilionário tem investido fortemente na Flórida. Além disso, Griffin ameaçou abandonar os planos de expansão da Citadel em Nova York caso a taxação fosse aprovada, destacando a tensão entre o setor financeiro e as políticas locais.
Impacto econômico e perspectivas futuras
A taxação sobre imóveis de luxo surge em um contexto de pressão fiscal sobre os mais ricos, com defensores argumentando que a medida ajudará a financiar serviços públicos essenciais. No entanto, críticos alertam para possíveis consequências negativas, como a fuga de investimentos e a redução da atratividade de Nova York para grandes fortunas. A reação de Griffin e outros bilionários reflete uma divisão mais ampla sobre como equilibrar a arrecadação pública com a manutenção de um ambiente favorável aos negócios. A implementação da nova taxação será acompanhada de perto nos próximos anos, especialmente após a revisão do sistema de valoração imobiliária.