Trump declara fim de acordo de paz com Irã e mercados globais reagem com queda e alta no petróleo
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o fim do acordo preliminar de paz com o Irã após nova troca de ataques entre os países, gerando instabilidade nos mercados globais. Bolsas ao redor do mundo operam em queda, enquanto o petróleo registra alta superior a 5% devido ao temor de interrupções no fornecimento global, especialmente no Estreito de Ormuz. O dólar se fortalece e futuros de Wall Street recuam, refletindo preocupações com inflação e políticas monetárias.
Mercados em alerta após declaração de Trump
Os mercados financeiros globais registraram forte instabilidade nesta quarta-feira (8) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar o fim do acordo preliminar de paz com o Irã. A decisão ocorre em meio a uma nova troca de ataques entre os dois países, reacendendo temores de uma escalada no conflito no Oriente Médio. Investidores buscaram ativos considerados mais seguros, como o dólar, enquanto as bolsas operaram em queda acentuada. Os contratos futuros de Wall Street apontavam recuos significativos antes da abertura: Dow Jones (-1,34%), S&P 500 (-1,06%) e Nasdaq 100 (-1,55%).
Petróleo sobe mais de 5% com risco de interrupção no fornecimento
Os preços do petróleo registraram alta superior a 5% nesta manhã, refletindo o temor de interrupções no fornecimento global caso o conflito entre EUA e Irã se intensifique. O contrato futuro do petróleo Brent, referência internacional, subiu 5,06%, negociado a US$ 77,91 por barril, enquanto o WTI, referência nos EUA, avançou 4,97%, cotado a US$ 73,94 por barril. A preocupação central é o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo comercializado mundialmente, tornando-se um ponto crítico em cenários de tensão geopolítica.
Dólar se fortalece e preocupações com inflação aumentam
O dólar ganhou força frente a outras moedas, com o índice DXY atingindo 101,17 pontos, o maior nível em cerca de uma semana. A busca por ativos seguros em meio à instabilidade geopolítica impulsionou a moeda americana. Analistas alertam que a alta do petróleo pode pressionar a inflação global, dificultando possíveis cortes de juros pelo Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA. A combinação de tensões no Oriente Médio e incertezas econômicas mantém os investidores em estado de alerta.