Governo do DF enfrenta pressão financeira com aumento de capital de R$ 4 bilhões no BRB
O Governo do Distrito Federal (GDF) terá que aportar pelo menos R$ 4 bilhões para acompanhar o aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões aprovado para o Banco de Brasília (BRB). A medida visa recompor o balanço patrimonial do banco, fragilizado após operações com ativos problemáticos herdados do Banco Master. O Banco Central já havia barrado a tentativa de compra do Master pelo BRB devido a riscos regulatórios.
Contexto e impacto financeiro
A assembleia de acionistas do BRB aprovou, em 22 de abril de 2026, um aumento de capital de até R$ 8,8 bilhões, com o GDF, detentor de 53% das ações, obrigado a aportar pelo menos R$ 4 bilhões. A capitalização é uma resposta à crise financeira do banco, agravada pela aquisição de cerca de R$ 12 bilhões em ativos do Banco Master, instituição liquidada pelo Banco Central após investigações da Polícia Federal na Operação Compliance Zero. Esses ativos comprometeram o capital mínimo prudencial do BRB, exigido pelas normas do sistema financeiro.
Medidas para recuperação e governança
Além do aumento de capital, o BRB assinou um memorando de entendimento com a gestora Quadra Capital para estruturar um fundo de investimento destinado à transferência de ativos problemáticos, com valor de referência de até R$ 15 bilhões. A assembleia também homologou a indicação de Nelson Antônio de Souza como presidente do banco e Joaquim Lima de Oliveira para o conselho de administração, formalizando nomes pendentes desde o fim de 2025. O Banco Central segue monitorando de perto a situação do BRB para garantir a solidez do sistema financeiro.