Suspeito de feminicídio em BH tentou oficializar união estável após crime por interesse em herança de R$ 900 mil
Adalton Martins Gomes, de 45 anos, foi preso preventivamente após ser acusado de matar a namorada, Giovanna Neves Santana Rocha, de 22 anos, em Belo Horizonte. Investigações revelam que o suspeito tentou comprovar união estável com a vítima post mortem, com indícios de interesse no patrimônio dela, incluindo um apartamento avaliado em R$ 900 mil herdado do pai.
Detalhes do crime e investigação
Giovanna Neves Santana Rocha foi encontrada morta no apartamento onde morava, na Savassi, Região Centro-Sul de Belo Horizonte, no dia 9 de fevereiro de 2026. Inicialmente tratado como suicídio, o caso foi reclassificado como feminicídio após investigações da Polícia Civil. O suspeito, Adalton Martins Gomes, manteve um relacionamento de apenas quatro meses com a vítima e, mesmo ainda casado no papel, tentou oficializar a união estável após o crime. Segundo a delegada Ariadne Coelho, do Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa, há fortes indícios de motivação patrimonial no crime. Giovanna havia herdado do pai o apartamento onde morava, avaliado em cerca de R$ 900 mil, além de ter um valor de R$ 200 mil a receber.
Interesse patrimonial e ações do suspeito
Adalton Martins Gomes demonstrou interesse no patrimônio de Giovanna desde o início do relacionamento. Dias após começarem a namorar, ele trocou a conta de luz do apartamento da vítima para o próprio nome. Além disso, tentou convencer amigas de Giovanna a ajudá-lo no reconhecimento da união estável post mortem, chegando a enviar áudios insistentes e intimidatórios. O advogado da família da vítima, José Eustáquio Alves Júnior, relatou que Adalton procurou seu escritório para renunciar aos processos em que representava Giovanna, alegando que colocaria outro advogado para resolver questões relacionadas à herança. O suspeito também ajuizou uma ação de reconhecimento de união estável após a morte da jovem.