Ucrânia acusa Rússia de usar componentes ocidentais em novo míssil de cruzeiro S-71
A inteligência militar ucraniana revelou que o novo míssil de cruzeiro russo S-71 'Kovyor' contém componentes eletrônicos fabricados em países ocidentais, incluindo Estados Unidos, Alemanha, Irlanda, Suíça, Japão, Taiwan e China. A descoberta reforça os desafios enfrentados pelo Ocidente para impedir que tecnologias críticas cheguem às mãos da Rússia, mesmo com sanções globais em vigor.
Componentes ocidentais em armamento russo
De acordo com a Diretoria Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia (GUR), o míssil S-71K, desenvolvido pela Rússia, utiliza peças eletrônicas provenientes de diversos países ocidentais. Entre os fornecedores identificados estão Estados Unidos, Alemanha, Irlanda, Suíça, Japão, Taiwan e China. A presença desses componentes evidencia as dificuldades em aplicar sanções efetivas e bloquear o acesso da Rússia a tecnologias estrangeiras, que continuam a ser desviadas por meio de mercados civis, intermediários ou países que contornam as restrições de exportação.
Desafios das sanções e impacto na guerra
A Ucrânia destacou que a capacidade da Rússia de acessar tecnologias estrangeiras permite ao país agressor desenvolver novos meios de destruição e escalar seu uso na guerra. A GUR alertou que, apesar dos esforços internacionais para isolar Moscou, componentes ocidentais ainda são encontrados em armamentos russos, como já havia sido documentado em outras ocasiões. A agência ucraniana reforçou a necessidade de medidas mais rigorosas para impedir que tais tecnologias continuem a fortalecer o arsenal russo.