STF debate eleição para governador do Rio de Janeiro: voto direto ou indireto?
O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou o julgamento sobre a sucessão do governo do Rio de Janeiro após a renúncia de Cláudio Castro. Ministros debatem se a escolha do próximo governador ocorrerá por voto popular direto ou por eleição indireta, definida pela Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Uma hipótese em discussão é manter o atual governador interino, Ricardo Couto, no cargo até as eleições de outubro.
Opções para a sucessão governamental no Rio de Janeiro
O julgamento no STF, iniciado na terça-feira (8), visa definir o método de escolha do novo governador do Rio de Janeiro. As opções em debate são a eleição direta, com participação popular, ou a eleição indireta, realizada pelos deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). O placar atual do julgamento está empatado em 1 a 1, com o relator Cristiano Zanin votando pela eleição direta e Luiz Fux defendendo a eleição indireta. O julgamento será retomado na quinta-feira (9).
Possibilidade de unificar eleições em outubro
Durante os debates, surgiu a possibilidade de adiar a decisão para unificar a eleição em outubro, mantendo o desembargador Ricardo Couto, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, como governador interino até lá. Caso prevaleça o voto direto, Zanin propôs duas abordagens: uma eleição suplementar imediata com mandato-tampão e a manutenção da votação ordinária de outubro, ou a concentração de ambas as disputas em uma única eleição.