Tensão no STF: Fachin Critica Atraso na Resposta a Relatório do Senado que Pede Indiciamento de Ministros
O presidente do STF, Edson Fachin, criticou colegas pela demora em divulgar nota contra relatório da CPI do Crime Organizado, que pede indiciamento de Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. Fachin buscou diálogo com o Senado para apaziguar a crise institucional.
Relatório da CPI e Reações Internas
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, expressou descontentamento com colegas que o criticaram por atraso na divulgação de uma nota oficial contra o relatório da CPI do Crime Organizado, elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE). O relatório em questão solicita o indiciamento dos ministros Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes, além do Procurador-Geral da República (PGR). Fachin afirmou ter tratado do assunto desde cedo e conversado com outros ministros sobre os ataques do senador aos membros da Suprema Corte. Ele também dialogou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), buscando uma solução para a crise entre o Senado e o STF. Segundo interlocutores, Fachin agiu no momento certo, buscando manter um tom institucional para evitar um conflito aberto entre as instituições.
Posição do Governo e Ação de Gilmar Mendes
No Palácio do Planalto, o presidente Lula manifestou o desejo de que o ministro Gilmar Mendes não entrasse com uma ação contra Alessandro Vieira, o que o magistrado acabou fazendo, conforme havia sinalizado. A decisão de Mendes é vista pelo governo como um fator que pode gerar mais turbulências, especialmente antes da sabatina de Jorge Messias na Comissão de Constituição e Justiça em 28 de abril. O governo espera que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquive o pedido de Mendes, pondo fim a este episódio da disputa entre o STF e o Senado.