Goldman Sachs aponta nova fase do 'HALO trade' e recomenda foco em empresas com ativos físicos
O Goldman Sachs identificou uma nova fase do 'HALO trade', estratégia que prioriza empresas com ativos físicos pesados e baixa obsolescência. Analistas destacam que investidores estão subposicionados para um cenário onde infraestrutura, materiais básicos e defesa ganham relevância estratégica. A performance do trade superou 20% no ano, mesmo após volatilidades como a guerra no Irã.
Oportunidade em ativos físicos
Em nota divulgada em 7 de julho de 2026, o analista Guillaume Jaisson, do Goldman Sachs, destacou que o 'HALO trade' — termo criado pelo CEO da Ritholtz Wealth Management, Josh Brown, para descrever empresas com ativos físicos pesados e baixa obsolescência — está entrando em uma nova fase de crescimento. Jaisson alertou que, apesar da forte alta recente e da correlação crescente com o fator 'Momentum', os investidores ainda estão subalocados em setores de valor, como infraestrutura, manufatura e defesa. "Alocações de longo prazo permanecem fortemente inclinadas para longe do Valor, sugerindo que os investidores ainda estão subposicionados para um mundo no qual ativos físicos, infraestrutura e capacidade industrial readquirem importância estratégica", escreveu o analista.
Desempenho e resiliência do trade
O Goldman Sachs mantém uma visão otimista sobre o 'HALO trade' ao longo de 2026, especialmente em setores como infraestrutura, materiais básicos e defesa, em contraste com empresas de ativos leves, como desenvolvedoras de software. A estratégia registrou alta de cerca de 20% no ano até a data da nota, mesmo após volatilidades como a guerra no Irã. Jaisson reconheceu uma queda inicial no início do conflito, impulsionada por investidores que buscavam reduzir exposição a empresas ligadas ao comércio global. No entanto, as ações de empresas intensivas em capital, núcleo do 'HALO trade', superaram os níveis pré-guerra e continuaram a apresentar desempenho superior.