Anvisa limita dose de cúrcuma em suplementos e impõe alerta obrigatório por risco ao fígado
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou novas regras para suplementos alimentares à base de cúrcuma, estabelecendo limites diários de consumo e advertências obrigatórias nos rótulos. A medida visa reduzir riscos raros de inflamação e danos hepáticos associados ao uso excessivo ou inadequado do produto. Empresas terão seis meses para se adequar às mudanças.
Novos parâmetros e restrições
A partir de agora, suplementos com cúrcuma deverão seguir limites específicos para adultos: mínimo de 80 mg de curcuminoides por dia, máximo de 130 mg de curcumina e 120 mg de tetraidrocurcuminoides. Além disso, os rótulos devem incluir um alerta explícito proibindo o consumo por gestantes, lactantes, crianças e pessoas com doenças hepáticas, biliares ou úlceras gástricas. Durante o período de adaptação de seis meses, as empresas poderão continuar comercializando os produtos, desde que as advertências estejam disponíveis em canais digitais e de atendimento ao consumidor.
Riscos e contexto internacional
A decisão da Anvisa foi motivada por avaliações internacionais que identificaram casos de toxicidade hepática ligados ao consumo de suplementos concentrados de cúrcuma. Países como França, Canadá, Itália e Austrália já haviam emitido alertas semelhantes após registros de efeitos adversos, incluindo hepatite. O principal risco está associado a formulações que aumentam a absorção da curcumina, potencializando seus efeitos colaterais.