Governo Trump flexibiliza acesso a armas para ex-presidiários nos EUA
O governo de Donald Trump iniciou um processo para permitir que indivíduos com condenações criminais recuperem o direito de possuir armas de fogo, revertendo uma restrição federal de 30 anos. A medida, defendida pelo Departamento de Justiça, visa oferecer uma 'segunda chance' a condenados, enquanto grupos de controle de armas alertam para riscos à segurança pública. O caso do ator Mel Gibson é citado como exemplo de quem já recuperou o porte após a nova política começar a ser implementada.
Nova política de porte de armas
O governo Trump está pavimentando o caminho para que ex-presidiários e condenados recuperem o direito de possuir armas de fogo, contrariando uma lei federal aprovada há mais de três décadas. A iniciativa é vista como uma vitória para os defensores da Segunda Emenda, mas é fortemente contestada por organizações que defendem um controle mais rigoroso. Estima-se que, no primeiro ano, cerca de 330 mil pessoas possam solicitar a licença, com o objetivo de alcançar 1 milhão de requerentes anuais no futuro.
Critérios e exceções
Embora a regra facilite o acesso, o Departamento de Justiça garantiu que imigrantes sem regularização, criminosos sexuais registrados e indivíduos considerados perigosos para a segurança pública continuarão impedidos de possuir armas. O novo sistema exige que o procurador-geral revise cada caso individualmente, levando em conta antecedentes, reputação e conduta atual do indivíduo.
Impacto e polêmica
A mudança é criticada por grupos como o Brady United, que argumenta que a medida prioriza o lobby de armas em detrimento da segurança pública. O texto destaca que a legislação anterior de 1992 impedia o Bureau Federal de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos (ATF) de processar tais solicitações, criando um cenário de mudança significativa no cenário político e jurídico dos Estados Unidos.