Estados dos EUA exigem separação da Live Nation e Ticketmaster após veredicto de monopólio ilegal
Uma coalizão de dezenas de estados dos EUA apresentou uma petição judicial nesta quinta-feira (21) exigindo a separação obrigatória entre a Live Nation e a Ticketmaster. A medida ocorre semanas após um júri considerar a empresa um monopólio ilegal no mercado de música ao vivo. O Departamento de Justiça dos EUA e os estados processaram a Live Nation em 2024, alegando que a fusão com a Ticketmaster em 2010 consolidou um domínio anticompetitivo no setor.
Contexto do processo e veredicto
O Departamento de Justiça dos EUA e dezenas de estados moveram uma ação judicial contra a Live Nation em 2024, acusando a empresa de operar como um monopólio ilegal após a aquisição da Ticketmaster em 2010. O então procurador-geral Merrick Garland declarou na época: 'É hora de desmembrá-la'. Em março de 2026, o caso foi a julgamento, e um júri confirmou que a Live Nation violou leis antitruste ao dominar o mercado de eventos ao vivo. Uma semana após o início do julgamento, o DOJ surpreendeu ao aceitar um acordo que não previa a separação das empresas, mas os estados rejeitaram a proposta e continuaram pressionando pela divisão.
Medidas propostas pelos estados
Os estados argumentam em um documento judicial que a única forma de restaurar a competição no mercado de música ao vivo é obrigar a Live Nation a vender a Ticketmaster. A petição detalha: 'Uma ordem exigindo que a Live Nation se desfaça da Ticketmaster, de modo a restaurar a competição por contratos de venda de ingressos primários com grandes locais de concertos'. A coalizão busca medidas adicionais para evitar práticas anticompetitivas futuras, como restrições a contratos de exclusividade e transparência nos preços dos ingressos.