Geração Z intensifica rejeição à IA em cerimônias de formatura e mercado de trabalho
Estudantes da Geração Z têm manifestado crescente descontentamento com discursos que exaltam a inteligência artificial em cerimônias de formatura, refletindo uma ansiedade generalizada sobre o impacto da tecnologia no futuro profissional. Pesquisa recente aponta queda de 14% no entusiasmo e aumento da raiva em relação à IA entre jovens de 14 a 29 anos. O mercado de trabalho para recém-formados enfrenta desafios desde 2023, agravando a percepção de ameaça.
Rejeição pública em cerimônias de formatura
Durante a temporada de formaturas de 2026, palestrantes como o ex-CEO do Google, Eric Schmidt, e o CEO da Big Machine Records, Scott Borchetta, foram vaiados ao mencionar inteligência artificial em seus discursos. O episódio na Universidade do Arizona, onde Schmidt foi interrompido por protestos, ilustra a divisão entre a visão otimista do setor corporativo e a desconfiança dos jovens. A mensagem dos estudantes é clara: há ceticismo crescente em relação às narrativas que promovem a IA como solução para o futuro.
Mudança de percepção e impacto no mercado de trabalho
Uma pesquisa realizada pela Walton Family Foundation, GSV Ventures e Gallup com 1.572 jovens de 14 a 29 anos revelou que o entusiasmo da Geração Z pela IA caiu 14% em um ano, enquanto sentimentos de raiva aumentaram. O mercado de trabalho para recém-formados, que já enfrentava dificuldades desde 2023 após um breve período de alta pós-pandemia, contribui para a percepção de que a IA representa uma ameaça aos empregos. A ansiedade em relação ao futuro profissional é um dos principais motores dessa rejeição.