Cuiabá remove árvores de rua por risco estrutural e promete replantio de espécies nativas
Prefeitura de Cuiabá autorizou a retirada de cinco figueiras (Ficus benjamina) na Rua Baltazar Navarro, no bairro Bandeirantes, após laudo técnico apontar riscos à segurança e infraestrutura urbana. Medida compensatória prevê replantio imediato de árvores nativas no mesmo local, com critérios técnicos definidos pelo município. Debate sobre arborização urbana na capital mato-grossense se intensifica após vídeo viral mostrar transformação da via.
Retirada e justificativa técnica
A Prefeitura de Cuiabá informou que a remoção das cinco figueiras (Ficus benjamina) na Rua Baltazar Navarro foi autorizada pela Empresa Cuiabana de Zeladoria e Serviços Urbanos (Limpurb) após avaliação técnica. O laudo identificou riscos como raízes expostas, estado avançado de senescência, presença de cupins e apodrecimento do caule, fatores que comprometiam a estabilidade das árvores e aumentavam o perigo de queda. Além disso, as raízes poderiam danificar calçadas, tubulações e outras estruturas urbanas. A espécie foi considerada inadequada para arborização urbana por seu porte e agressividade radicular, conforme decreto municipal.
Medidas compensatórias e replantio
Como contrapartida, a prefeitura determinou o replantio imediato de cinco árvores nativas no mesmo terreno, seguindo critérios técnicos: altura mínima de 1,80 metro e diâmetro de pelo menos dois centímetros. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano de Cuiabá emitiu a autorização para a retirada, conforme protocolo legal. O governo estadual reforçou que a ação foi realizada em conformidade com as normas ambientais.
Repercussão e debate sobre arborização urbana
Um vídeo comparativo divulgado nas redes sociais, mostrando o antes e depois da rua em um intervalo de um ano, gerou discussões sobre a política de arborização em Cuiabá. A capital mato-grossense enfrenta desafios como a perda de 55 mil hectares de área verde nos últimos 30 anos e baixa cobertura arbórea (26%), abaixo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS).