Delegado de Fernando de Noronha será julgado por júri popular após atirar em ambulante e causar amputação
O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) solicitou que o delegado Luiz Alberto Braga seja julgado por júri popular em Fernando de Noronha após atirar na perna de um ambulante durante uma festa. A vítima, Emmanuel Pedro Apory, teve a perna amputada em decorrência do disparo. O promotor Fernando Cavalcanti Mattos alega que o ato foi premeditado e motivado por ciúme doentio.
Contexto do incidente
O incidente ocorreu durante uma festa no arquipélago de Fernando de Noronha. Segundo o MPPE, o delegado Luiz Alberto Braga teria agido movido por ciúme após descobrir que o ambulante Emmanuel Pedro Apory havia conversado com sua namorada, a nutricionista Thamires Silva, em uma academia no dia anterior. O promotor afirmou que todas as testemunhas ouvidas no processo confirmaram que a conversa entre Apory e Thamires foi profissional, mas o delegado interpretou a situação de forma distorcida.
Detalhes do confronto
Imagens de câmera de segurança mostram que, durante a festa, Apory levou um tapa do delegado e, em seguida, partiu para cima dele. Braga reagiu com disparos, atingindo a perna do ambulante. O Ministério Público argumentou que o delegado 'fugiu do local do confronto' sem prestar socorro à vítima. O promotor descreveu a ação de Braga como premeditada, comparando-o a 'um felino de savana' que acompanhou os movimentos de Apory durante a noite antes de abordá-lo.
Reações e posicionamentos
A defesa do delegado criticou a manifestação do MPPE, alegando que o documento abandonou a objetividade técnica e, em alguns pontos, representou 'ofensa pessoal' contra o réu. O caso gerou repercussão na ilha, onde o delegado atuava, e reacendeu debates sobre o uso da força por agentes de segurança e a necessidade de responsabilização em casos de abuso.