Cannes 2026: Painel 'Art Disrupts' debate futuro do cinema e impacto da IA e formatos verticais
Durante o Festival de Cannes 2026, o painel 'Art Disrupts' reuniu cineastas e profissionais da indústria para discutir as transformações no cinema, incluindo o papel da inteligência artificial, a ascensão dos formatos verticais e a democratização da produção audiovisual. Os participantes destacaram a necessidade de abraçar mudanças e rejeitar práticas que não agreguem valor artístico, como roteiros escritos por IA.
Democratização da produção cinematográfica
Don Worley, ator, comediante e advogado, enfatizou a mudança radical na produção de filmes. Segundo ele, a tecnologia atual permite que criadores realizem projetos de forma independente, sem depender de estúdios tradicionais. 'No passado, era necessário uma reunião com um estúdio e esperar pela aprovação. Agora, você pode simplesmente fazer por conta própria', afirmou Worley. Sua produtora, Second Chance Pictures, reflete essa nova realidade, com projetos que variam de um thriller contido a um filme de ação de US$ 30 milhões.
Formatos verticais e novas plataformas
Os participantes do painel reconheceram as críticas ao formato vertical, mas destacaram seu potencial como plataforma para contar histórias. Jaime King, atriz e cineasta, reforçou que a arte tem o poder de 'sacudir' o status quo, e que os formatos emergentes devem ser explorados como novas oportunidades criativas. Fernando Ferro, também cineasta, complementou a discussão ao ressaltar a importância de adaptar-se às mudanças sem perder a essência artística.
Inteligência artificial e autenticidade
A inteligência artificial foi um dos temas centrais do debate. Os cineastas concordaram que, embora a IA possa ser uma ferramenta útil, roteiros gerados por algoritmos não devem substituir a criatividade humana. A mensagem foi clara: é preciso rejeitar práticas que comprometam a autenticidade e a originalidade das narrativas cinematográficas.