Delegado de Goiás nega monitoramento por drone de advogada após prisão polêmica
Delegado Christian Zilmon Mata dos Santos, de Cocalzinho de Goiás, negou acusações de que teria usado drone para monitorar a advogada Áricka Rosalia Alves Cunha. A prisão da advogada ocorreu após ela reclamar nas redes sociais do arquivamento temporário de um boletim de ocorrência. A OAB-GO classificou a prisão como arbitrária e violadora do direito à liberdade de expressão.
Contexto do caso
A advogada Áricka Rosalia Alves Cunha foi presa pelo delegado Christian Zilmon Mata dos Santos após publicar nas redes sociais críticas ao arquivamento temporário de um boletim de ocorrência que havia registrado na delegacia de Cocalzinho de Goiás. A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) alegou que a advogada estava sendo monitorada por drone em sua residência e escritório, sem autorização judicial, o que foi negado pelo delegado.
Resposta do delegado
Em vídeo divulgado na segunda-feira (20), o delegado Christian Zilmon Mata dos Santos negou as acusações de monitoramento por drone. Ele apresentou o equipamento danificado e afirmou que o drone não poderia voar. Além disso, declarou que amigos que possuem drones estavam em um evento em outro município, descartando a possibilidade de uso por terceiros. O delegado classificou as alegações da OAB-GO como 'mentirosas'.
Reações institucionais
A OAB-GO e a OAB Nacional classificaram a prisão da advogada como arbitrária e uma violação ao direito à liberdade de expressão. A Polícia Civil de Goiás informou que o caso está sob análise pela Superintendência de Correições e Disciplina e que todas as providências para apurar o ocorrido estão sendo tomadas.