Ronaldo Caiado apresenta plano de governo para a área da Saúde com foco em prevenção e digitalização
O candidato à Presidência pelo PSD apresentou em São Paulo um plano estruturado com o ex-ministro Luiz Henrique Mandetta. As metas incluem a criação de um prontuário eletrônico nacional, uso de inteligência artificial e priorização de casos graves no SUS.
Eixos centrais e diagnóstico precoce
O plano de governo de Ronaldo Caiado foca na transição de um modelo de saúde 'reativo' para um modelo preventivo e de diagnóstico precoce. O objetivo é reduzir mortes evitáveis causadas pela dificuldade de acesso a hospistemas de média e alta complexidade. O candidato defendeu a implementação de critérios clínicos para definir a prioridade nas filas do SUS, priorizando a gravidade dos casos em vez da ordem de entrada, com sistemas específicos para pacientes oncológicos, infartos e AVCs.
Digitalização, IA e infraestrutura tecnológica
A proposta inclui a criação de um prontuário eletrônico nacional acessível via celular, visando evitar a repetição de exames e falhas de comunicação entre unidades básicas e hospitais. A inteligência artificial será utilizada para análise de exames, gestão de filas e monitoramento de indicadores. Além disso, o plano prevê o fortalecimento da produção nacional de medicamentos, insumos farmacêuticos e tecnologias médicas para reduzir a dependência externa.
Saúde pública, vacinação e doenças específicas
O plano visa recuperar os índices de vacinação nacional e implementar políticas para o envelhecimento da população, com foco em cardiopatias, transtornos mentais e doenças neurodegenerativas. O programa inclui ações específicas para a saúde da mulher (pré-natal e prevenção de câncer de mama e colo do útero) e a criação de um centro especializado em doenças raras em São Paulo. O candidato também defendeu investimentos em medicina genômica e terapia gênica para tratamentos personalizados.
Gestão e governança
Caiado propõe a criação de mecanismos nacionais de compliance na saúde e o aumento da fiscalização sobre o uso de recursos públicos. O modelo de financiamento prevê condicionar incentivos financeiros ao cumprimento de metas de transparência e redução de desperdícios, além de uma revisão nos critérios de distribuição de recursos federais para estados e municípios.