Mulheres imigrantes em Ceuta relatam assédio e ameaças sexuais
Mulheres que chegaram ao enclave espanhol de Ceuta após uma onda migratória em massa relatam estar sofrendo assédio e ameaças sexuais enquanto aguardam atendimento em acampamentos improvisados. O Sindicato Unificado de Polícia da Espanha registrou 15 agressões sexuais em Ceuta desde o final de julho, muitas envolvendo menores de idade. As autoridades locais e o governo espanhol enfrentam dificuldades para garantir a segurança das mulheres e crianças que permanecem no local após a fronteira ser aberta para milhares de imigrantes do Marrocos e de outros países.
Contexto da Crise em Ceuta
A cidade de Ceuta, no norte da África, tornou-se um ponto crítico após a entrada de cerca de 72 mil pessoas a partir do Marrocos. Enquanto a maioria dos homens jovens retornou ao país de origem, mulheres e crianças permaneceram no enclave. O centro de acolhimento local opera acima da capacidade, forçando muitos a buscarem abrigo em áreas arborizadas e na praia.
Relatos de Violência e Assédio
Mulheres imigrantes, como a marroquina Wafae Atid, relataram que homens de diversas nacionalidades as seguem e tentam atacá-las, especialmente à noite e em momentos de vulnerabilidade, como ao usar o banheiro. O Sindicato Unificado de Polícia (SUP) destacou que a maioria dos casos de agressão ocorreu em áreas de acampamento improvisado e na praia urbana de El Trampolin.