EarthBound: A representação revolucionária da maternidade nos games
A indústria de jogos entrou na era da 'dadificação' nos últimos 20 anos, onde mães são frequentemente ausentes ou retratadas como antagonistas, enquanto pais ganham protagonismo. EarthBound, lançado em 1994, se destaca como uma das poucas obras que exploram a maternidade de forma profunda e positiva, desafiando estereótipos.
A era da 'dadificação' nos games
Desde 2010, a indústria de jogos tem priorizado narrativas centradas em figuras paternas, como visto em títulos como 'The Last of Us' e 'God of War' (2018). Mães, quando presentes, são frequentemente retratadas como personagens tristes ou antagonistas, como em 'Clair Obscur: Expedition 33', onde a mãe assume um papel vilanesco enquanto o pai busca salvar a família. Essa tendência reforça estereótipos e limita a diversidade de representações familiares nos jogos.
EarthBound e a quebra de paradigmas
Lançado em 1994 para o Super Nintendo, 'EarthBound' se destaca por sua abordagem inovadora à maternidade. O jogo apresenta uma mãe presente, carinhosa e ativa na jornada do protagonista, Ness. Diferentemente de muitos títulos modernos, a mãe em 'EarthBound' não é uma figura ausente ou problemática, mas sim um pilar emocional e narrativo. Essa representação positiva e multifacetada da maternidade é rara na indústria, mesmo décadas após o lançamento do jogo.