ONU inclui Israel e Rússia em lista de violência sexual em conflitos armados; países rejeitam acusações
A ONU incluiu as forças de segurança de Israel e da Rússia em sua lista anual de responsáveis por violência sexual em conflitos armados. O relatório, obtido pela AFP, cita denúncias envolvendo prisioneiros e padrões de abuso sexual registrados em 2025, apesar de alertas prévios feitos aos dois países. Israel classificou a decisão como 'vergonhosa e absurda', enquanto a Rússia não se manifestou oficialmente.
Detalhes do relatório da ONU
O relatório anual da ONU, que será enviado ao Conselho de Segurança, destaca que as Nações Unidas continuaram registrando incidentes de violência sexual ligados à guerra na Ucrânia e aos territórios palestinos ocupados, mesmo após alertas feitos em agosto de 2024. Investigadores da ONU enfrentaram 'negação persistente de acesso' por parte das autoridades de Israel e Rússia. No caso de Israel, o documento aponta casos confirmados de violência sexual contra 14 homens, sete mulheres, nove meninos e uma menina na Faixa de Gaza e na Cisjordânia desde 2023. Os abusos incluem estupro com objetos, estupros coletivos, agressões físicas nos órgãos genitais, nudez forçada e revistas corporais sem justificativa de segurança, atribuídos a integrantes do Exército israelense, forças de segurança e agentes do sistema penitenciário.
Reações de Israel e Rússia
Israel reagiu à inclusão na lista classificando a decisão do secretário-geral da ONU, António Guterres, como 'vergonhosa e absurda'. O governo israelense afirmou que o país foi alvo de uma campanha de desinformação e que as acusações não têm fundamento. Até o momento, a Rússia não emitiu uma resposta oficial sobre o relatório da ONU.