Startups divergem sobre 'tokenmaxxing': estratégia de gastos em IA divide opiniões no mercado
Empresas emergentes adotam abordagens distintas em relação ao uso de tokens de inteligência artificial. Enquanto algumas startups impõem cotas mínimas de gastos para acelerar o desenvolvimento, outras consideram a prática 'extremamente estúpida' e preferem modelos de assinatura com limites claros. O debate reflete a tensão entre inovação acelerada e controle de custos em um cenário de alta demanda por IA.
Tokenmaxxing: moda ou necessidade?
O termo 'tokenmaxxing' ganhou destaque no setor de tecnologia como uma estratégia de maximizar o uso de tokens de inteligência artificial, unidades que medem o consumo de recursos computacionais em ferramentas como Claude e outras plataformas de IA. Em grandes empresas como a Meta, engenheiros chegaram a competir em rankings de gastos com tokens, prática que foi posteriormente descontinuada. No entanto, o debate sobre a eficácia dessa abordagem se estende às startups, que enfrentam desafios distintos em termos de orçamento e escala.
Startups que apostam alto em tokens
Kavitta Ghai, cofundadora da Nectir, implementou cotas mínimas de gastos com tokens para seus engenheiros, começando com US$ 100 por semana e evoluindo para alguns milhares de dólares por mês. Segundo Ghai, a estratégia transformou a percepção da equipe sobre ferramentas de IA, que passaram a ser vistas como um 'exército de codificadores'. Aron Solberg, cofundador da Risotto, compartilha essa visão e enxerga os tokens como um 'multiplicador de força' para equipes enxutas, permitindo competir com empresas maiores.
Críticas e abordagens alternativas
Nem todas as startups aderem ao 'tokenmaxxing'. Alguns fundadores consideram a prática 'extremamente estúpida' e preferem modelos de assinatura com limites de gastos para evitar surpresas no orçamento. A divergência de opiniões reflete a incerteza sobre o retorno real dos investimentos em IA, especialmente para empresas com recursos limitados. Enquanto alguns defendem que 'é preciso gastar dinheiro para ganhar dinheiro', outros priorizam a eficiência e o controle rigoroso dos custos operacionais.