Irã Ameaça Ataques Cibernéticos a 18 Empresas de Tecnologia dos EUA; Guarda Revolucionária Lista Alvos Potenciais
A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã anunciou planos de ataques retaliatórios contra 18 grandes empresas norte-americanas, incluindo gigantes de tecnologia e IA. O Irã considera estas empresas cúmplices em operações terroristas e bombardeios ao país, aconselhando funcionários a deixarem seus empregos.
Ameaças e Lista de Empresas Alvo
Em 31 de março de 2026, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã declarou que realizará ataques retaliatórios contra 18 empresas norte-americanas. Teerã considera estas empresas alvos legítimos em resposta a operações terroristas realizadas pelos Estados Unidos e Israel, alegando que "cada assassinato de cidadão iraniano terá igual resposta a essas empresas cúmplices" de bombardeios. A lista de empresas consideradas inimigas inclui Cisco, HP, Intel, Oracle, Microsoft, Apple, Google, Meta, IBM, Dell, Palantir, Nvidia, JP Morgan, Tesla, GE, Spire Solutions, G42 e Boeing. A Guarda Revolucionária acusou especificamente empresas de inteligência artificial e tecnologia da informação de serem "um elemento-chave no planejamento e rastreamento de alvos de assassinatos de iranianos". O comunicado aconselha funcionários das empresas citadas a "abandonarem seus empregos imediatamente se quiserem salvar suas vidas", com os ataques programados para começar em 1º de abril de 2026, às 20h (horário de Teerã).
Postura Iraniana Diante de Possível Invasão Terrestre
Em entrevista à Al Jazeera em 31 de março de 2026, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que as forças iranianas não temem uma operação terrestre por parte dos Estados Unidos e Israel. "Estamos à espera deles. Não creio que se atrevam a fazer tal coisa, mas se o fizerem, haverá muita força à sua espera", afirmou Araghchi. Ele enfatizou que o Irã está se defendendo e que está preparado para enfrentar qualquer tipo de ataque terrestre, mencionando as baixas sofridas por EUA e Israel em seus equipamentos e pessoal. Araghchi também indicou que o Irã não está negociando com os Estados Unidos e só aceitaria um acordo que resultasse no "fim da guerra, e com garantias permanentes que as agressões não voltarão".