ONU Importará Combustível para Cuba Pela Primeira Vez Devido a Crise Energética
A Organização das Nações Unidas (ONU) se prepara para importar combustível para Cuba pela primeira vez em sua história, em resposta a uma grave escassez de petróleo. A falta de insumos energéticos impede a distribuição de ajuda humanitária no país, com cerca de 200 contêineres retidos nos portos. O custo estimado para a operação é de US$ 7,5 milhões até dezembro.
Situação Crítica em Cuba e Ação da ONU
Cuba enfrenta uma severa escassez de petróleo, agravada pelo embargo dos Estados Unidos imposto há seis décadas e reforçado em janeiro com um bloqueio petrolífero. A falta de combustível impede a distribuição de ajuda humanitária essencial. A ONU, que não possui insumos energéticos suficientes para essa tarefa, decidiu importar combustível para a ilha. Aproximadamente 20% da população cubana depende dessa ajuda. Recentemente, um carregamento de petróleo enviado pela Rússia, autorizado pelos EUA, não foi suficiente para alterar a situação. Étienne Labande, representante do Programa Mundial de Alimentos (PMA) em Cuba, informou que cerca de 200 contêineres com kits de cozinha, painéis solares, sistemas de purificação de água e ajuda alimentar estão aguardando liberação. A ONU angaria fundos para a importação, com um orçamento de US$ 7,5 milhões projetado para cobrir as necessidades da comunidade humanitária envolvida no plano para Cuba até dezembro. A chegada do combustível levará pelo menos um mês e meio após a arrecadação dos fundos. A organização também começou a utilizar transportadoras privadas para o transporte de parte da ajuda humanitária.
Deterioração Humanitária e Conflito no Líbano
O Coordenador Residente das Nações Unidas em Cuba, Francisco Pichón, alertou para a deterioração da situação humanitária no país, exacerbada pela crise energética e pelos efeitos do furacão Melissa. A crise energética tem um impacto humanitário sistêmico e crescente, afetando todos os aspectos da vida em Cuba. Paralelamente, no sul do Líbano, a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) opera em meio a intensos conflitos. Militares brasileiros na missão buscam manter um ritual de almoço conjunto para lidar com a rotina de trabalho intensa. A Unifil está estacionada no sul do Líbano, invadido por Israel desde 2 de março, nos primeiros dias da Guerra do Irã. Esta guerra iniciou após bombardeios dos Estados Unidos e Israel no Irã, que resultaram na morte do líder supremo aiatolá Ali Khamenei. A invasão israelense ao Líbano ocorre em resposta a mísseis disparados pela milícia Hezbollah. Apenas em 8 de abril, o Ministério da Saúde do Líbano computou 112 mortos e 837 feridos em todo o território libanês após Israel realizar uma onda de ataques aéreos, atingindo mais de cem alvos. A Unifil sofreu perdas, com três integrantes indonésios mortos em incidentes separados nas imediações da Linha Azul, limite de cessar-fogo entre Hezbollah e Israel desde 2024.