Governo Trump declara fim das hostilidades com Irã, mas mantém tropas na região e alerta para ameaça persistente
O governo dos Estados Unidos informou ao Congresso que as hostilidades com o Irã foram encerradas, apesar de tropas americanas permanecerem mobilizadas no Oriente Médio. A declaração busca contornar o prazo legal de 60 dias para autorização congressual, mas o presidente Donald Trump alertou que o Irã continua sendo uma 'ameaça significativa'. Parlamentares republicanos evitam votar o tema, enquanto a insatisfação popular cresce devido ao impacto econômico da guerra.
Contexto legal e manobra política
A Casa Branca enviou uma carta ao Congresso dos EUA nesta sexta-feira (1º) declarando que as hostilidades com o Irã 'foram encerradas'. A medida visa contornar a Lei de Poderes de Guerra, que exige autorização congressual para conflitos prolongados após 60 dias. O prazo legal expirou na quinta-feira (30), mas o governo Trump argumenta que o cessar-fogo iniciado em abril encerrou as hostilidades, mesmo com tropas ainda na região. A decisão evita um embate direto com o Congresso, onde republicanos, maioria nas duas Casas, optaram por não pautar uma votação sobre a continuidade da guerra.
Reações e cenário político
O líder republicano no Senado, John Thune, afirmou que não há planos para votar uma autorização militar contra o Irã, citando a necessidade de ouvir os membros do partido. A resistência em confrontar Trump ocorre em meio a um cenário de insatisfação popular com a guerra e seus impactos econômicos, como o aumento nos preços dos combustíveis. Apesar disso, a maioria dos republicanos apoia a condução do conflito ou prefere aguardar os desdobramentos do cessar-fogo. Trump, por sua vez, manteve o tom de alerta, classificando o Irã como uma 'ameaça significativa' aos EUA e às Forças Armadas americanas.