Empresas acumulam GPUs para IA com utilização média de apenas 5%, aponta relatório de 2026
Relatório da Cast AI revela que empresas utilizam apenas 5% da capacidade total de GPUs contratadas para infraestrutura de inteligência artificial. O excesso de provisionamento, impulsionado pelo medo de ficar para trás (FOMO), resulta em desperdício de recursos e aumento de custos. A demanda por chips como os da Nvidia supera a oferta, elevando preços e incentivando contratos de longo prazo.
Desperdício de capacidade e custos elevados
Dados da Cast AI, plataforma de otimização de custos em nuvem que atende empresas como BMW e Cisco, mostram que a utilização média de GPUs em servidores corporativos é de apenas 5%. Isso significa que 95% da capacidade provisionada permanece ociosa. A utilização de CPUs também é baixa, registrando 8%. O relatório, baseado em 23 mil clusters de 2026, destaca que o custo de um GPU ocioso pode chegar a vários dólares por hora, enquanto uma CPU inativa desperdiça apenas alguns centavos. GPUs são até 50 vezes mais caras que máquinas baseadas em CPU equivalentes, segundo o estudo.
FOMO e escassez de chips impulsionam superprovisionamento
Laurent Gil, CEO da Cast AI, afirmou que a corrida por GPUs premium, como os chips Blackwell da Nvidia, é motivada pelo medo de perder oportunidades (FOMO) e não por demanda real. A escassez de chips e a alta nos preços levam empresas a firmarem contratos de longo prazo, mesmo sem necessidade imediata. Gil destacou que, ao contrário da computação em nuvem tradicional, onde recursos podem ser ajustados sob demanda, a limitação de oferta de GPUs força compromissos antecipados, resultando em superprovisionamento.