Jovens formados em Nova York enfrentam crise no mercado de trabalho e recorrem a empregos informais
Relatório aponta queda de 37,4% em vagas de nível inicial na cidade desde 2022. Formados em áreas como jornalismo recorrem a empregos como baristas para sustentar moradia e despesas básicas, enquanto aguardam oportunidades na carreira escolhida.
Mercado de trabalho em colapso para recém-formados
Um relatório do *Center for an Urban Future* revelou que as vagas de emprego de nível inicial em Nova York caíram 37,4% desde 2022. A situação tem forçado recém-formados a aceitar trabalhos informais, como o de barista, para cobrir despesas básicas como aluguel, alimentação e transporte. Joanna Insco, formada em jornalismo, exemplifica essa realidade: após enviar cerca de 50 candidaturas sem sucesso, ela voltou a trabalhar como barista, função que já havia exercido antes da graduação. Apesar de se apresentar como jornalista freelancer, a maior parte de sua renda ainda vem do trabalho no café.
Sonhos adiados e a difícil decisão de permanecer na cidade
Insco, natural da Califórnia, mudou-se para Nova York em 2022 com o objetivo de seguir carreira no jornalismo. Durante a faculdade, acumulou experiência em estágios e veículos estudantis, mas, após a formatura, não conseguiu uma vaga efetiva na área. A pressão financeira a levou a retomar o trabalho como barista, enquanto continua buscando oportunidades na mídia. A dúvida sobre retornar para casa ou persistir na cidade persiste, mas ela opta por permanecer na esperança de uma oportunidade profissional.