Universidades brasileiras estabelecem regras para uso de inteligência artificial na educação
Instituições de ensino superior no Brasil criam diretrizes para o uso ético de ferramentas de IA por alunos e professores. Regras visam evitar plágio, fraudes acadêmicas e garantir o desenvolvimento crítico dos estudantes, exigindo transparência no uso da tecnologia.
Diretrizes para uso de IA nas universidades
Universidades como a Universidade Federal da Bahia (UFBA) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp) publicaram manuais e guias para orientar o uso de inteligência artificial (IA) por alunos e professores. As regras buscam equilibrar o auxílio tecnológico com a aprendizagem efetiva, proibindo práticas como a cópia integral de textos gerados por IA ou o uso não autorizado durante provas, considerado fraude acadêmica. Segundo Adriano Peixoto, professor e membro da comissão de IA da UFBA, o objetivo é que os alunos desenvolvam senso crítico e saibam utilizar a tecnologia de forma produtiva, sem substituir o esforço intelectual próprio.
Transparência e limites no uso da IA
As instituições permitem o uso de IA para tarefas como tradução de textos, elaboração de resumos e criação de cronogramas, mas exigem que os alunos declarem quando a ferramenta foi utilizada em trabalhos acadêmicos. Estudantes como Isabela Silverio e Felipe Sarlo destacam que a IA pode ser uma aliada na pesquisa, mas ressaltam a importância de verificar a precisão das informações geradas. "A IA nem sempre está certa", alerta Sarlo, reforçando a necessidade de revisão crítica dos conteúdos produzidos por essas ferramentas.