Ceia Ent. encerra atividades com polêmicas de direitos autorais e batalhas judiciais
A Ceia Ent., coletivo de rap fundado em 2016 que gerenciava a carreira de artistas como Djonga, Tasha & Tracie, Kyan, Febem e Clara Lima, chegou ao fim em 2023 após desentendimentos sobre direitos autorais e processos judiciais. A empresa, que operava com acordos verbais de divisão de lucros, recentemente se tornou palco de diss tracks entre seus fundadores e artistas.
Ascensão e Modelo de Negócios Inovador
Fundada por Don Cesão e Nicole Balestro, a Ceia Ent. se destacou com um modelo de negócios sem contratos formais, baseado em acordos verbais de divisão de lucros. Os artistas recebiam 90% dos resultados, enquanto 10% ficavam com a produtora. Don Cesão atuava como "caça-talentos" no cenário do rap brasileiro, enquanto Nicole Balestro cuidava das questões burocráticas e de produção. O coletivo também foi notável por suas parcerias publicitárias com marcas como Budweiser, Adidas e Itaú.
Polêmicas e Fim da Produtora
Em 2023, dez anos após sua fundação, a Ceia Ent. encerrou suas atividades, deixando um rastro de polêmicas envolvendo direitos autorais e processos por calúnia e difamação. Recentemente, o fim da produtora veio à tona com o lançamento de diss tracks. Em 13 de março, Don Cesão lançou "Doze Judas Na Minha Ceia", e Clara Lima respondeu em 7 de abril com "O Que Me Diss Respeito", seguida por uma réplica 24 horas depois. A empresa se consolidou como um dos principais selos do segmento rap por três anos, com Djonga como seu principal nome.