Doação de leite humano no Rio de Janeiro cresce 11% no primeiro semestre de 2026, mas demanda ainda não é atendida
O volume de leite humano doado no estado do Rio de Janeiro aumentou 11% no primeiro semestre de 2026 em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Fiocruz. Apesar do crescimento, a coleta ainda não é suficiente para atender todos os bebês que necessitam do alimento, com especialistas apontando a necessidade de ampliar as doações em pelo menos 20% e criar novos bancos de leite em regiões carentes.
Crescimento e desafios na doação de leite humano
O Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) registrou um aumento de 470 litros na coleta de leite humano no Rio de Janeiro entre janeiro e junho de 2026, em relação ao mesmo período do ano anterior. O crescimento de 11% ocorre em meio ao Agosto Dourado, campanha que incentiva a amamentação e a doação de leite materno. No entanto, Danielle Aparecida da Silva, coordenadora do Banco de Leite Humano (BLH) do IFF/Fiocruz, destaca que o volume coletado ainda não atende à demanda de todos os recém-nascidos que dependem desse alimento, especialmente em UTIs neonatais. A produção de leite materno varia entre as mulheres e é influenciada por fatores psicológicos, fisiológicos e estímulos externos, como a frequência da amamentação. Apesar do aumento nas doações, o estado possui apenas 18 Bancos de Leite Humano, e regiões como a Baía de Ilha Grande, o Norte Fluminense e a Região dos Lagos carecem de unidades, mesmo abrigando UTIs neonatais. A Fiocruz reforça a necessidade de investimentos para expandir a rede de bancos de leite e garantir o acesso ao leite humano em áreas desassistidas.