Michael Burry descarta colapso imediato da bolsa, mas alerta para volatilidade e novas máximas
O investidor Michael Burry, conhecido por 'The Big Short', afirmou que não espera um colapso imediato da atual alta recorde do mercado de ações. Em publicação no Substack, Burry classificou um 'topo em agulha' — padrão de alta rápida seguida de queda abrupta — como 'mítico até ser comprovado'. Ele prevê volatilidade, novas máximas e quedas acentuadas, sugerindo que o movimento atual pode ser parte do pico do mercado no futuro.
Contexto e previsões de Burry
Michael Burry, famoso por prever a crise do subprime em 2008, descartou a possibilidade de um colapso imediato após a recente alta recorde do S&P 500, que atingiu 7.126 pontos em 18 de abril de 2026, com valorização de 12% em 13 dias de negociação. Em thread no Substack, Burry comparou um 'topo em agulha' (spike seguido de queda abrupta) a um 'unicórnio', algo raro e não observado na história dos mercados. Ele destacou que espera 'novas máximas e grandes quedas' nos próximos meses, com volatilidade persistente. Burry também compartilhou análise da BTIG, que classificou o mercado como 'superaquecido' e recomendou uma 'pausa' nas operações.
Reações do mercado e histórico
O S&P 500 abriu em leve queda na segunda-feira (20), após a publicação das observações de Burry. Em postagem no X (antigo Twitter) na sexta-feira (18), ele reforçou: 'Os mercados nunca viram um topo em agulha', citando uma postagem anterior de março onde afirmava que 'posições vendidas não são para sempre'. A análise da BTIG, mencionada por Burry, apontou que o índice registrou ganhos de pelo menos 3% por três semanas consecutivas — algo que ocorreu apenas três vezes desde 1950. Os técnicos da BTIG alertaram para a necessidade de correção, apesar do cenário otimista.