Israel aprova pena de morte para palestinos por enforcamento; organizações de direitos humanos condenam
O Parlamento de Israel aprovou uma lei que prevê pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais. A norma foi aprovada apesar da condenação de organizações de direitos humanos de Israel e de países europeus, que a consideram um "grave retrocesso" e "profundamente preocupante". A ONU também se manifestou contra a prática, classificando-a como tortura ou punição cruel, desumana ou degradante.
Detalhes da Nova Lei e Reações
A nova legislação israelense estabelece a pena de morte por enforcamento para palestinos condenados por ataques letais. A escolha do método de enforcamento ocorreu após a Associação Médica de Israel (IMA) se posicionar contra a aplicação de injeções letais. Defensores da lei, incluindo o ministro de Segurança Nacional Itamar Ben Gvir, que comemorou a aprovação com champanhe e um broche em formato de forca, argumentam que a medida dissuadirá futuros ataques. Contudo, organizações de direitos humanos, como o Conselho Europeu, refutam essa alegação e alertam para o caráter discriminatório da lei. A pena de morte é aplicada atualmente em 46 países globalmente, com Belarus sendo o único país europeu a ainda adotá-la.