Irã Afirma Fracasso de Resgate de Piloto Americano, Sugere Roubo de Urânio e Critica Ultimatos dos EUA
O Irã desmentiu a versão dos Estados Unidos sobre o resgate de um segundo piloto americano abatido, descrevendo a operação como um fracasso e levantando a possibilidade de que a ação fosse um disfarce para roubar urânio enriquecido. Teerã também criticou os ultimatos de Donald Trump, afirmando que negociações são incompatíveis com ameaças e crimes de guerra, enquanto mediadores discutem um cessar-fogo de 45 dias.
Operação de Resgate Desmentida e Acusações de Roubo
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, declarou que a operação de resgate dos Estados Unidos para recuperar um segundo piloto americano, cujo caça F-15E foi abatido na sexta-feira (03/04), foi um "fiasco desastroso". Segundo Baqaei, a área onde o piloto supostamente esteve é distante da alegada zona de pouso das forças americanas, levantando a hipótese de que a operação tenha sido uma tentativa de roubar urânio enriquecido. As Forças Armadas iranianas, citadas pela agência Tasnim, desmentiram a alegação do presidente Donald Trump de resgate bem-sucedido e afirmaram ter destruído aeronaves de resgate americanas, incluindo dois helicópteros Black Hawk e um avião de transporte militar, ao sul de Isfahan.
Crítica a Ultimatos e Negociações de Cessar-Fogo
Baqaei reiterou que negociações são incompatíveis com ultimatos, crimes e ameaças, em resposta aos prazos impostos por Donald Trump para a reabertura do Estreito de Ormuz. O porta-voz iraniano mencionou crimes cometidos pelos EUA e Israel contra o povo iraniano, incluindo ataques a centros científicos e escolas. Paralelamente, o site Axios reportou que Estados Unidos, Irã e mediadores regionais discutem os termos de um cessar-fogo de 45 dias, com o objetivo de evitar uma escalada dramática do conflito. Fontes indicaram que um plano para uma campanha de bombardeio massivo EUA-Israel contra instalações energéticas iranianas está pronto, mas o adiamento dos ultimatos de Trump visa dar uma última chance a um acordo. As negociações envolvem mediadores paquistaneses, egípcios e turcos, além de trocas de mensagens entre o enviado de Trump, Steve Witkoff, e o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi.