EUA se oferecem para mediar fim da guerra entre Rússia e Ucrânia após escalada de ataques
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, afirmou que Washington está preparado para mediar o fim do conflito entre Rússia e Ucrânia, que já dura mais tempo que a Segunda Guerra Mundial. A declaração ocorre após ataques russos em Kiev e Odessa, que deixaram mortos e feridos, e um alerta de Moscou para que estrangeiros deixem a capital ucraniana. A UE, no entanto, reafirmou apoio à Ucrânia e manteve seus diplomatas no país.
Contexto da mediação dos EUA
Durante coletiva de imprensa em Nova Delhi, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, declarou que os EUA estão 'prontos e preparados para fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para ajudar a facilitar o fim desta guerra'. Rubio destacou que o conflito, iniciado em fevereiro de 2022, já superou a duração da Segunda Guerra Mundial e precisa ser encerrado. A oferta de mediação surge em meio a uma nova escalada de violência, com ataques russos em Kiev e Odessa, que resultaram em quatro mortes e mais de 90 feridos na capital ucraniana, além de uma vítima fatal em Odessa nesta terça-feira (26/05).
Alerta russo e reação internacional
A chancelaria russa emitiu um alerta para que cidadãos estrangeiros e funcionários diplomáticos deixem Kiev 'o mais rápido possível', citando 'ataques sistemáticos' contra instalações militares ucranianas. Rubio confirmou que o aviso foi direcionado a todas as embaixadas, não apenas aos EUA. Moscou justificou a ofensiva como retaliação a um ataque ucraniano que matou 21 crianças em uma escola profissional na região de Lugansk. Em resposta, a chefe da missão da União Europeia em Kiev, Katarína Mathernová, afirmou que os diplomatas dos 27 países do bloco permanecerão na capital ucraniana, rejeitando a tentativa de 'medo, pânico e isolamento' da Ucrânia.